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Matemática Financeira

​​Alunos do Ensino Médio criam banco fictício 

O professor de Matemática da Unidade Floresta, Fabrício de Oliveira Dias, realiza com os alunos do Ensino Médio, um projeto que permite a aprendizagem e desenvolvimento dos conhecimentos em matemática financeira. Para não ficar apenas na parte teórica, o professor criou no ano passado, um projeto que visa expandir o conhecimento dos alunos na parte financeira, que nem sempre é tarefa simples.

Misturando teoria, prática, diversão e realidade, os alunos do 3.º Ano/EM criaram bancos, com elementos reais que vivenciamos no dia-a-dia, como rendimentos financeiros, manutenção de conta, lucro e premiações. Para divulgar as instituições financeiras criadas, distribuíram folhetos e afixaram cartazes pelos corredores, com o nome do banco fictício, além de taxas e benefícios propostos.

Também foram criados cargos administrativos e uma carteira de clientes, com alunos do 1.º Ano/EM e 2.º Ano/EM, foi formada. Para efetuar transações, foi criado a moeda fictícia, denominada MatCash (M$), recebida após a realização de determinadas atividades. "São exercícios quinzenais, como a criação de tabelas ou a realização de uma pesquisa. Cumprindo as tarefas, recebem seus salários. O dinheiro pode ser usado para obter um visto, uma questão de prova, por exemplo", explicou o professor.

A empolgação dos estudantes com o projeto é enorme, o que contribui para o aprendizado. A aluna do 3.º Ano/EM, Letícia Gambogi de Ornellas, que é gerente de Comunicação do Banco BDM, destaca a importância do projeto que, segundo ela, ajuda a entender o mercado financeiro. "Eu aprendi a calcular os juros compostos, por exemplo. Muitos alunos tem conta em banco e não sabia como funcionava o processo. Agora todos estão aprendendo", afirmou.

Além disso, como explicou Letícia Gamboji, para atrair clientes os bancos fictícios oferecem as mais distintas propostas. "Muitos oferecem bonificações por prova. Mas, isso pode acabar desestabilizando a economia. Então, estamos oferecendo por etapa. Quem tira entre 21 e 29 pontos em uma etapa, por exemplo, recebe 30 M$. Já quem tira total, 50 M$.".

Para Guilherme Maciel Corrêa Leão, gerente de Comunicação do Bancozão, o projeto tem uma importância fundamental, tendo em vista a aplicação real no mercado financeiro. Segundo o aluno, é um treinamento para o futuro. "Nós temos que saber equilibrar as taxas de manutenção de conta e rendimento financeiro, para conseguir atrair os clientes. O banco tem que lucrar, mas também tem que oferecer vantagens", declarou.

Os extratos de cada conta podem ser consultados, através de Smartphone e outros meios de internet móvel. As cédulas tem os mesmos valores do real. Os correntistas também recebem um cartão fidelidade, o MatCard, que pode ser usado na função débito.

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