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Ensino Médio

O Ensino Médio representa a etapa onde deve ocorrer a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental. Para o Colégio Santa Maria Minas, é no Ensino Médio que ocorre o aprimoramento do aluno como pessoa humana, ocorrendo sua formação ética e florescendo sua autonomia intelectual e de pensamento crítico. Nessa fase do aprendizado o aluno inicia-se na compreensão de fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, em face do conhecimento.

Trata-se da etapa final de uma Educação escolar de caráter geral, afinada com a contemporaneidade, com a construção de competências básicas, que situem o educando como sujeito produtor de conhecimento e participante do mundo do trabalho, e com o desenvolvimento da pessoa como sujeito em situação – cidadão (PCN Ensino Médio, em 2012).

Conforme estabelecido na LDB (1996), o Ensino Médio tem como finalidades:

I –  a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos;

II –   a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores;

III –  o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;

IV –  a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina (Art. 35. Lei 9.394/96).

Considerando as deliberações legais, o Ensino Médio do Colégio Santa Maria Minas destina-se à formação de adolescentes e jovens e pressupõe uma articulação interdisciplinar para o desenvolvimento dos conhecimentos – saberes, competências, valores e práticas.

Para o Ensino Médio há o empenho de toda a Instituição em integralizar as disciplinas que compõem a matriz curricular. O aluno passa a compreender a estrutura de pensamentos que articula a área de conhecimento e, portanto, qualifica-se como elaborador. É dedicada especial atenção às diversas opções de profissões existentes na sociedade, visando à formação profissional, atendendo aos interesses dos alunos, dentro das possibilidades da Unidade e das condições do mercado de trabalho local ou regional. Finalmente, o trabalho educativo no Ensino Médio possibilita, ao término da Educação Básica, que o educando atinja o Ideal de educação proposto pelo Colégio Santa Maria Minas.

Disciplinas

Explicitar a correlação entre o estudo da Arte e a Identidade e a Missão do Colégio Santa Maria Minas, na busca de uma consciência que se compromete com o Humanismo Cristão e desafia, frente às contradições de um mundo cheio de desumanidades, necessitado de transformações sociais dependentes de uma autêntica educação para a cidadania.

O ensino da Biologia deve estar sempre a serviço da vida, construindo junto aos alunos uma compreensão de que há uma ampla rede de relações entre a produção científica e o contexto social, econômico e político.

Consideramos a Educação Física como meio e fim educacionais e área de conhecimento que estuda o movimento humano concretizado em diversas práticas culturais (jogos, brincadeiras, esportes, ginásticas, danças, artes cênicas, artes marciais, etc), que representam a unidade indissolúvel do corpo e a relação entre sujeitos em dado contexto social – cultural – histórico.

O Colégio Santa Maria Minas é confessional, embora esteja aberto para o ecumenismo e a interreligiosidade.

Fizemos a opção pela Educação Religiosa na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no 1º e 2º Ano do Ensino Médio, porque acreditamos que a formação do homem só será completa quando for contemplada nela sua dimensão integral: o corpo, o espírito e o intelecto.

O nosso lema é: “Educação comprometida com o saber e a formação humana”; com essa afirmação, nosso objetivo é preparar nossos alunos para vida, uma vida plena de sentido para cada um deles e, a partir disso, educar-lhes o olhar para perceber a realidade do mundo e das outras pessoas, com respeito e liberdade.

A tomada de consciência de um mundo multicultural e multirreligioso é urgente na educação do mundo pós-moderno. Pensando sobre isso adotamos o livro “Redescobrindo o Universo Religioso”, que oferece uma visão de todas as tradições religiosas, complementado por conteúdos católicos, visto que temos um ideal institucional: fortalecer os valores do Reino anunciado por Cristo. O Conteúdo programático anual é fortalecido por ações concretas, realizadas no decorrer das três etapas do ano letivo, incluindo os alunos do 3º Ano do Ensino Médio.

São realizadas ações solidárias em todas as Unidades, de acordo com a realidade detectada por cada uma delas.

O ensino de Espanhol deve se tornar instrumento para:

– descobrir e valorizar a cultura latino-americana, pelo próprio contexto da situação do Brasil diante das nações vizinhas, todas de forte influência hispânica;

– promover aprimoramento da formação cultural, possibilitando aos alunos a vasta disponibilidade bibliográfica e informatizada, não apenas da Literatura Hispano-Americana e da Literatura Espanhola, mas também na área de Ciências Humanas e Exatas, inclusive de outros países, dadas as traduções disponíveis em Espanhol;

– propiciar a comunicação com outros povos, dada a posição do Espanhol como uma das línguas mais faladas no mundo atual.

A partir do ano de 2009 incluímos o Ensino de Filosofia em todo o Ensino Médio do Colégio Santa Maria Minas. Até o ano de 2008, o ensino de Filosofia era oferecido no 2º Ano do Ensino Médio e aos alunos do 3ª Ano do Ensino Médio que prestariam Vestibular, quando a Filosofia era exigida.

Por que estudar Filosofia é importante? Certamente o aluno, num primeiro momento, concluirá que estudar Física, Matemática, Biologia, Português trará resultados mais imediatos para o Vestibular que ele irá prestar.

Além de pensar que Filosofia é muito difícil de entender, exatamente por se tratar de um conteúdo novo, que eles só começam a descobrir no Ensino Médio.

A proposta de estudar Filosofia no Ensino Médio servirá para estimular no aluno a elaboração do pensamento abstrato, na busca da autonomia no pensar, para obter um olhar crítico diante de tudo.

O estudo de Filosofia cria no aluno o desejo de indagar, indagação que será estimulada pelos filósofos que, através dos tempos, mostraram seus questionamentos, suas intuições e que deixaram para o ser humano a possibilidade de ter um olhar que descobre, no seu tempo, o que ainda não foi descoberto e que ainda se poderá descobrir.

Estudar Filosofia possibilita frequentar a realidade que nos cerca, com um olhar complacente e questionador ao mesmo tempo, isso porque o que é pode se modificar e o que é pode não ser o que deveria ser.

É nosso desejo que o aluno perceba que a Filosofia não existe desligada da vida, mas que tudo na vida seja iluminada por ela, que facilitará uma compreensão mais clara e mais serena de todos os mistérios que nos surpreendem no dia-a-dia.

O que pretendemos com o ensino de Física? O que queremos envolve várias dimensões que têm, como objetivo final, ir ao encontro do aluno. Para isso, é necessário partir do seu mundo vivencial e, junto com ele, investigar, abstrair e generalizar, voltando por fim novamente ao seu mundo, mas agora com um novo olhar, contribuindo para a formação de uma cultura científica, que permite ao indivíduo a interpretação dos fatos, fenômenos e processos naturais.

Consolidar o papel da ciência geográfica na educação e sua importância para uma formação cidadã, crítica e participativa nestes tempos de descobertas e crises que marcam o início do século XXI.

Viabilizar o aprendizado de conceitos relevantes da História, na sua relação com a missão do Colégio Santa Maria Minas. Nessa perspectiva, cabe ao ensino de História criar condições para o aluno compreender e pensar o mundo no qual se insere, desenvolvendo competências cognitivas e habilidades instrumentais próprias do campo histórico.

Deve ser um ensino de caráter mais formativo que informativo.

“É consensual a impossibilidade de estudar a história de todos os tempos e sociedades. Torna-se necessário fazer seleções baseadas em determinados critérios para estabelecer conteúdos a serem ensinados(…). Na escolha dos conteúdos, a preocupação central deve ser a de propiciar aos alunos o dimensionamento de si mesmos e de outros indivíduos e grupos nas suas temporalidades históricas.

Assim, esses conteúdos devem procurar sensibilizar e fundamentar a compreensão de que os problemas atuais e cotidianos não podem ser explicados unicamente a partir de acontecimentos restritos ao presente. Requerem questionamentos ao passado, análises e identificação de relações entre vivências sociais no tempo”. (PCNs, ME, 1999)

“Conceber-se a aprendizagem de Língua Estrangeira de uma forma articulada, em termos de diferentes componentes da competência linguística, implica, necessariamente, outorgar importância às questões culturais”.

A aprendizagem passa a ser vista, então, como fonte de ampliação dos conjuntos culturais.

Ao conhecerem outra(s) cultura(s), outra(s) forma(s) de encarar a realidade, os alunos passam a refletir, também muito mais sobre a sua própria cultura e ampliam a sua capacidade de analisar o seu próprio entorno social com mais profundidade, tendo melhores condições de estabelecer vínculos, semelhança e contrastes entre a sua forma de ser, agir, pensar e sentir a de outros povos, enriquecendo a sua formação. De idêntica maneira, tanto através da ampliação de competência sociolinguística quanto da competência comunicativa, é possível ter acesso, de forma rápida, fácil e eficaz, a informações bastante diversificadas”. (Parâmetros Curriculares Nacionais, ME, 1999)

“Deve-se visar a um saber linguístico amplo, tendo a comunicação como base das ações. Comunicação aqui entendida como um processo de construção de significados em que o sujeito interage socialmente, usando a língua como instrumento que o define como pessoa entre pessoas. A língua compreendida como linguagem que constrói e “desconstrói” significados sociais. A língua situada no emaranhado das relações humanas, nas quais o aluno está presente e mergulhado. Não há língua divorciada do contexto social vivido. Sendo ela dialógica por princípio, não há como separá-la de sua própria natureza, mesmo em situação escolar.

Base de todos os saberes e dos pensamentos pessoais, seu estudo impõe um tratamento transdisciplinar no currículo”. (PCN, ME, 1999)

Despertar o interesse dos alunos pelas obras dos autores portugueses e brasileiros, enriquecendo sua sensibilidade e seu conhecimento literário histórico.

“A Matemática tem seu valor formativo, que ajuda a estruturar o pensamento e o raciocínio, desempenhando também papel instrumental, revelando um conjunto de técnicas e estratégias para aplicação em outras áreas do conhecimento, e para a atividade profissional.

É preciso que o aluno perceba a Matemática como um sistema de códigos e regras que a tornam uma linguagem de comunicação de idéias e permite modelar a realidade e interpretá-la. Também deve ser vista como ciência, com suas características estruturais específicas.

É importante que o aluno perceba que as definições, demonstrações e encadeamentos conceituais e lógicos têm a função de construir novos conceitos e estruturas a partir de outros e que servem para validar instruções e dar sentido às terceiras aplicadas.

É válida, ainda, a reflexão sobre a relação entre Matemática e tecnologia.(…) O impacto da tecnologia na vida de cada indivíduo vai exigir competências que vão além do simples lidar com as máquinas(…).

Para isso, habilidades como selecionar informações, analisá-las e, a partir disso, tomar decisões, exigirão linguagem, procedimentos e formas de pensar que devem ser desenvolvidas ao longo do Ensino Médio, bem como a capacidade de avaliar limites, possibilidades e adequação das tecnologias em diferentes situações.

(…) com o mesmo peso que os conceitos e os procedimentos, o desenvolvimento de valores e atitudes são fundamentais para que o aluno aprenda a aprender(…).

Dentre esses valores e atitudes, podemos destacar que ter iniciativa na busca de informações, demonstrar responsabilidade, ter confiança em suas formas de pensar, fundamentar suas idéias e argumentações são essenciais para que o aluno possa aprender percebendo o valor da Matemática como bem cultural de leitura e interpretação da realidade e possa estar melhor preparado para sua inserção no mundo do conhecimento e do trabalho.” (PCN, ME, 1999)

A Química é uma ciência que estuda os materiais e as suas transformações. Segundo a “Proposta Curricular de Química do Estado de M.G.” (Mortimer, Romanelli e Machado, 2000) há, no conhecimento químico, três dimensões importantes e constitutivas, que foram denominadas como aspectos fenomenológico, teórico e representacional. Tradicionalmente, o ensino de Química tem dado grande ênfase ao aspecto representacional, em detrimento da observação e compreensão dos fenômenos e sua interpretação através da teoria. Disso resulta um ensino com elevado caráter memorístico, desarticulado e, portanto, desinteressante e desconexo.

A nova metodologia tem como pressuposto que as representações serão uma ferramenta a ser aprendida à medida que os fenômenos e a teoria dela necessitarem. Isso implica efetiva participação do aluno na construção de seu conhecimento. A teoria e a prática devem estar bem articuladas, sem dicotomias, de maneira a viabilizar um diálogo constante e crescente entre os fenômenos e as teorias. O grande avanço dessa proposta está no tratamento dos conceitos, retirado de sua forma memorística, no ensino tradicional, para um tratamento relacional, em que os principais fundamentos da Química articulam-se entre os aspectos fenomenológicos, teóricos e representacionais do conhecimento químico. É um currículo que busca o contexto (comprometido com o ambiente, crítico aos padrões de consumo e geração de lixo) abrangente, não linear.

A visão de ciência que se pretende passar através desse currículo difere substancialmente da visão de ciência do currículo tradicional, no qual os conhecimentos são dados e incontestáveis, pois vêm de uma esfera maior de autoridade: os cientistas. Na reformulação curricular, procura-se discutir a ciência como um produto cultural, em que as interações discursivas têm um papel importante na construção do conhecimento, esse em permanente processo, contrapondo-se à visão de conhecimento dado e acabado do currículo tradicional.

Além de buscar superar questões já discutidas no âmbito da educação, esta postura pedagógica está em consonância com os Parâmetros Curriculares Nacionais propostos pelo ME: “O aprendizado de Química pelos alunos de Ensino Médio implica que eles compreendam as transformações químicas que ocorrem no mundo físico de forma abrangente e integrada e assim possam julgar com fundamentos as informações advindas da tradição cultural, da mídia e da própria escola e tomar decisões autonomamente, como indivíduos e cidadãos. Esse aprendizado deve possibilitar ao aluno a compreensão tanto dos processos químicos em si, quanto da construção de um conhecimento científico em estreita relação com as aplicações tecnológicas e suas implicações ambientais, sociais, políticas e econômicas.” (ME, 1999)

A Sociologia depois de tanto tempo fora das recomendações legais, volta a figurar na lei máxima da educação e em alguns programas escolares. A Sociologia no Ensino Médio é uma área “nova” na escola e com escassa produção científica.

A introdução da Sociologia tem por objetivo propiciar ao aluno conhecimento necessário à análise sociológica do indivíduo inserido num contexto e suas relações, viabilizando a construção de um conhecimento crítico. A Sociologia passa a ser um instrumento de transformação social. Desta forma, contribuindo para uma sociedade mais justa e igualitária do que a presente.

As Ciências Sociais objetivam aumentar o conhecimento sobre o homem e a sociedade através da investigação científica, cumprindo, portanto, um papel fundamental num mundo em constante transformação. Elas nos permitem entender melhor a sociedade em que vivemos e compreender os fatos e processos sociais que nos rodeiam.

Dicas de Leitura

Bibliotecária Simone de Souza Santos

O VELHO E O MAR

Ernest Hemingway

Último romance do escritor norte-americano Ernest Hemingway, cuja escrita é marcada pela brevidade e precisão. O livro narra a luta de um velho pescador em busca de um peixe gigante, foi premiado em 1952 com o Pulitzer e em 1954 com o Prêmio Nobel.

 

COMÉDIAS PARA SE LER NA ESCOLA

Luís Fernando Veríssimo

Para entrar em contato com textos de um dos melhores cronistas brasileiros. São textos gostosos de ler, todos com muita qualidade. Além disso, os temas têm a ver com o dia a dia do estudante e também servem pra matar as saudades de quem já deixou a escola.

 

DOM CASMURRO

Machado de Assis

Uma obra para conhecer o texto de Machado de Assis e perceber a sua genialidade. Explora a questão do adultério, que incomoda, mas ao mesmo tempo faz pensar e discutir. Por apresentar apenas a versão do narrador, em primeira pessoa, ajuda a desenvolver o senso crítico. O romance contém todas as peculiaridades do texto de Machado: a ironia, a elegância, a forma como ele desmascara a burguesia, etc.

 

CAÇADOR DE PIPAS

Khaled Hosseini

Essa obra divide com o jovem leitor brasileiro uma cultura muito diferente da sua, além de fazer um retrato histórico do Afeganistão nas últimas décadas. Ele é sem dúvida, uma história inesquecível de amizade, culpa e expiação.

 

MISERAVEIS

Victor Hugo

Publicado em 1862, com mais de mil páginas, Os Miseráveis é um retrato complexo da miséria que assolava a França revolucionária. A história do larápio regenerado, Jean Valjean, conquistou o público francês e fez de Victor Hugo, assim como seu personagem, paixão nacional. O autor foi um dos poucos escritores franceses que conheceu a fama.